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Uso de óculos inteligentes vira objeto de investigação em Paris

Promotoria apura denúncia de gravação de mulheres sem consentimento e publicação dos vídeos.

A promotoria de Paris abriu investigação criminal sobre possível assédio sexual envolvendo o uso de óculos inteligentes para filmar mulheres na rua sem consentimento e publicar as gravações online, segundo informação divulgada pela Reuters em 18 de setembro. A autoridade francesa de proteção de dados também relatou receber reclamações relacionadas ao uso desses dispositivos no ambiente de trabalho. A investigação apura condutas específicas; ela não transforma todos os usuários ou fabricantes em suspeitos.

O caso evidencia um problema prático dos wearables com câmera: quem está próximo pode não perceber quando a gravação ocorre, nem controlar a posterior circulação do vídeo. Para empresas que vendem esses produtos, indicadores visíveis de captação e regras de uso influenciam a confiança pública. Para autoridades, o desafio é aplicar leis existentes de privacidade e assédio a dispositivos discretos e conectados. Como o processo estava em apuração, não havia conclusão judicial sobre os fatos ou responsabilidade individual na data desta edição.

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