A Europa se preparava para entrar no quarto trimestre com um desequilíbrio no fornecimento de querosene de aviação. A consultoria Energy Aspects projetava déficit de 510 mil barris por dia, segundo reportagem da Reuters de 21 de setembro. Importadores buscavam cargas mais distantes, e as exportações sul-coreanas para a região deveriam alcançar em setembro o maior volume em quatro anos. O número de 510 mil barris é uma previsão de mercado para o trimestre, não uma falta já observada diariamente.
A distância entre refinarias asiáticas e aeroportos europeus adiciona tempo de viagem, custo de frete e dependência de rotas marítimas. Para companhias aéreas, qualquer aperto persistente pode elevar preços do combustível e pressionar margens ou tarifas, embora contratos de compra e proteção financeira possam amortecer parte do efeito. O fluxo vindo da Coreia ajuda a preencher a necessidade, mas não elimina o risco de estoques baixos e interrupções. A evolução das chegadas, das refinarias e do consumo no trimestre seria decisiva para confirmar ou afastar o déficit projetado.