Uma investigação da 404 Media, publicada em 22 de setembro, mostrou que a Meta testava uma camada de atendentes humanos para completar chamadas solicitadas ao Muse. A publicação teve acesso a comunicação interna que descrevia o recurso como teste com funcionários. A Reuters também relatou preocupações internas sobre o possível compartilhamento de informações sensíveis com prestadores envolvidos nas ligações e informou que a Meta suspendeu o teste. É importante distinguir esse experimento interno do funcionamento geral do produto lançado ao público.
O caso revela um ponto prático para qualquer empresa que delegue tarefas a agentes: o usuário precisa saber quando uma pessoa entra no fluxo, quais dados essa pessoa recebe e quem responde pelo resultado. Uma ligação pode envolver agenda, preferências, endereço ou informações financeiras. A utilidade de completar a tarefa não elimina a necessidade de consentimento claro, registros verificáveis e limites de acesso. A questão editorial é a confiança na execução, não apenas a capacidade demonstrada pela IA.