A Hugo Boss informou em 14 de setembro que Stephan Sturm deixaria o conselho de supervisão em 15 de outubro e permaneceria na presidência até a escolha de sucessor ou sua saída. A decisão veio após mudanças na estrutura acionária e conversas sobre composição do conselho. A Frasers Group, maior acionista, informou que dialogava sobre aumentar sua representação. Após sua oferta voluntária, a participação da varejista britânica estava próxima de 48%, abaixo dos 50% que lhe dariam maioria formal.
O episódio mostra como a influência pode crescer antes de uma aquisição de controle: assentos e presidência do conselho afetam fiscalização da administração e decisões estratégicas. Para minoritários, a questão é se a nova governança preservará espaço para interesses de todos os acionistas. A Frasers sinalizou intenção de ampliar participação, mas isso não equivale a já controlar mais da metade da Hugo Boss. A saída de Sturm também tinha data futura em 14 de setembro. O próximo marco seria a escolha de seu sucessor e a eventual mudança efetiva na composição acionária.