A mineradora australiana Viridis desenvolve em Minas Gerais o projeto Colossus para produzir terras raras e abastecer clientes fora da China, inclusive na Europa. Em reportagem publicada em 20 de setembro, o Guardian registrou a ambição da empresa de alcançar cerca de 5% do mercado e iniciar produção ao fim de 2028. Meses antes, seu diretor-executivo havia dito à Reuters que negociava vendas futuras com potenciais compradores europeus e americanos.
Terras raras entram em ímãs permanentes usados em motores elétricos, turbinas e equipamentos industriais. Para a Europa, uma fonte brasileira pode reduzir a concentração geográfica de suprimento. Para o Brasil, o valor potencial vai além de extrair minério: depende de separar e processar os elementos com qualidade comercial e contratos firmes. A meta de participação da Viridis ainda era uma aspiração da companhia, não uma fatia de mercado conquistada. Entre projeto, financiamento, licenciamento, construção e produção contínua há riscos de execução que precisam ser acompanhados até 2028.