O Grupo Pão de Açúcar respondeu à Justiça a questionamentos de credores e do Ministério Público sobre seu plano de recuperação extrajudicial. A rede afirma que as adesões representam 57,49% dos créditos considerados no plano. A Casas Bahia e outras partes contestam o tratamento de valores excluídos e o cálculo do apoio. Segundo o GPA, mesmo se o montante questionado de R$ 392,9 milhões fosse incluído na base, a participação favorável cairia para 52,94%, ainda acima da maioria legal.
Os percentuais são argumentos apresentados pela companhia no processo; a palavra final sobre a lista de créditos e a homologação cabe à Justiça. Por isso, a disputa não deve ser descrita como plano definitivamente aprovado. O caso mostra como a composição da dívida pode decidir uma reestruturação: incluir ou excluir créditos altera tanto o denominador da votação quanto o tratamento dos próprios credores. O próximo evento verificável é a decisão judicial após análise das impugnações e das respostas apresentadas.