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Luxo disputa os mais ricos enquanto cliente intermediário recua

Setor amplia lojas e experiências exclusivas após queda de demanda e pressão sobre ações.

Marcas de luxo chegaram às semanas de moda de Milão e Paris sob pressão. Segundo a Reuters, ações da LVMH acumulavam queda de 37% desde o início de 2026, enquanto estudos de consultorias indicavam que consumidores de renda intermediária reduziam compras de produtos caros. A reação de diversas grifes é investir mais em lojas, serviços e experiências reservadas aos clientes de maior poder aquisitivo.

A estratégia tenta compensar menor volume com relacionamento e gasto maior por cliente, mas enfrenta um limite: os consumidores mais ricos também avaliam preço e valor percebido. Desfiles, reformas e atendimento personalizado precisam se traduzir em vendas para justificar custos. A queda de 37% é de mercado acionário no período citado, não queda de receita da LVMH. Também não prova que todo o setor se comporta da mesma forma. O que observar nos próximos resultados é se experiência e renovação criativa voltam a impulsionar demanda sem pressionar margens.

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